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Feiras orgânicas: uma opção pelo consumo consciente

Foto: Matheus Chaparini / Jornal JÁ
Foto: Matheus Chaparini / Jornal JÁ

Consumir alimentos orgânicos e comprá-los nas feiras populares, direto dos produtores, é mais do que uma decisão de consumo; é, também, uma opção por um modo de vida mais saudável e sustentável e uma forma de oposição ao modelo industrial e predatório que domina o mercado da alimentação.

É bastante comum que se diga que os vegetais orgânicos são muito mais caros que os não orgânicos, mas isso se deve principalmente à política de altos preços praticada pelas redes de supermercados, que transformam o orgânico em artigo elitizado. Nas feiras de rua, é possível encontrar vários produtos por preços em conta, principalmente quando consumimos as frutas, verduras e legumes próprios de cada estação do ano – sem contar que, ao consumir alimentos mais saudáveis, você tende, no longo prazo, a reduzir as despesas com remédios e consultas médicas.

Porto Alegre tem várias feiras orgânicas (algumas de menor porte, realizadas por entidades durante a semana). Confira os dias e horários das principais feiras desse tipo na Capital clicando no link abaixo:

:: Feiras de orgânicos

Acesse também o mapa com todas as feiras de rua da cidade, incluindo as de produtos não orgânicos:

:: Mapa das feiras

Confira algumas vantagens de comprar na feira de orgânicos:

  • Mais saúde na sua mesa: O Brasil é um dos campeões mundiais de uso de agrotóxicos na lavoura, e muitas dessas substâncias, algumas delas cancerígenas, acabam indo parar no organismo das pessoas que consomem esses alimentos. Substituir os alimentos produzidos com agrotóxicos por alimentos orgânicos impede, portanto, que a sua família continue ingerindo veneno.

 

  • Respeito ao meio ambiente: O modelo latifundiário e semi-industrial de produção de alimentos é responsável por danos gravíssimos aos ecossistemas. A monocultura de larga escala, além de empobrecer o solo, é acompanhada do uso de fertilizantes e agrotóxicos, produtos químicos que causam grandes danos ao equilíbrio natural da vida – além de problemas como o desmatamento e o assoreamento de rios. Já a agricultura ecológica e orgânica é feita de modo mais integrado à dinâmica do ambiente, e em respeito à fauna e à flora.

 

  • Valorização dos produtores: Um dos motivos do preço mais alto dos vegetais orgânicos nos supermercados é que há atravessadores, além da própria rede supermercadista, que lucram com a venda. Nas feiras de rua, você compra direto de quem produz aquele alimento, o que aumenta os rendimentos dos trabalhadores e reduz o preço ao consumidor, já que não há atravessadores e supermercadistas lucrando em cima do produto. Além disso, a relação comercial direta com os produtores rompe com a estrutura tradicional de produção de alimentos em modelo industrial e, muitas vezes, semi-escravista.

 

  • A feira é um espaço de convivência: Ir à feira de rua é ocupar os espaços públicos. Precisamos, urgentemente, resgatar em Porto Alegre a cultura de uso da cidade pelos moradores. Ao “fazer feira”, você está convivendo com a vizinhança e interagindo. As feiras são espaço de troca de ideias e receitas, esclarecimento de dúvidas e uso comum do espaço público. Ao comprar seus alimentos na feira, você pode fazer diversas outras coisas ao mesmo tempo, como prestigiar a música dos artistas de rua que lá se fazem presentes (pelo menos, no caso da feira da Redenção), fazer um lanche saudável nas bancas que vendem comida pronta, comprar livros sobre alimentação saudável ou se informar sobre atividades culturais da cidade. É um programa diferente para o final de semana.

 

Para saber mais, leia a reportagem do Jornal Já:

:: Feiras orgânicas se consolidam em Porto Alegre

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